A Subsecretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais da SEPPIR (SubCom) realizou na última semana reunião de trabalho para definir a implementação e gestão de um selo quilombola. O objetivo é dar visibilidade aos produtos feitos nas comunidades, frequentemente revendidos por atravessadores a preços muito superiores, além de desenvolver uma identidade cultural das produções quilombolas.

Desde fevereiro o Ministério da Integração Nacional e a SEPPIR, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (IDES), realizam oficina de gestão voltada aos associados da Cooperativa das Produtoras e Produtores Rurais da Apa do Pratigi (COOPRAP). Integram a cooperativa comunidades quilombolas dos municípios baianos de Cairu, Ituberá e Nilo Peçanha. São 110 cooperados de 45 comunidades quilombolas que atuam na produção de mel, artesanatos, fibras de piaçava para vassouras, pentes de piaçava para cobertura de quiosques e outras peças. Durante quatro meses a oficina acompanhou a experiência piloto da região.

A meta é expandir o projeto para o desenvolvimento da produção e da economia de comunidades quilombolas de pelo menos outros 13 estados brasileiros. Para tanto será criada uma rede nacional de gestão do selo quilombola.

Além da SEPPIR, também participam da iniciativa o Ministério da Integração Nacional, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Ministério da Cultura, Eletrobrás, Fundação Cultural Palmares (Ministério da Cultura), Fundação Banco do Brasil e Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia.

Com informações da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir)