A população que sofre de desnutrição no mundo aumentou. O registro da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) aponta que em 2007 mais de 900 milhões de pessoas sofriam com a ausência de alimentos. Isso significa que 75 milhões de pessoas se somaram à população atual em situação de fome.

A Organização adverte que o elevado preço dos alimentos no mundo é um obstáculo para alcançar as metas estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). E destaca a primeira meta: acabar com a fome e miséria.

Segundo a FAO, o aumento dos preços dos alimentos se deve, principalmente, aos fertilizantes e combustíveis. A Organização também informa que entre 2007 e 2008 os alimentos aumentaram 52%, enquanto o preço dos fertilizantes duplicou.

De acordo com a FAO, para reduzir em 500 milhões, nos próximos sete anos, o número de pessoas que têm fome, é preciso reunir ações concretas de todos os países.

Com informações do centro de notícias da Organização das Nações Unidas (ONU).

Interessante que este mês – marco do centenário de Josué de Castro, um lutador incansável no combate à fome – a FAO divulgue essa notícia. Certa vez, ao viajar a trabalho para o Rio de Janeiro, vi uma menina grávida procurando no container de lixo algo para comer. A fome, de acordo com o pernambucano de Castro, é um “flagelo fabricado pelos homens, contra outros homens”.

É preciso unir forçar e mudar o cenário economico dos países desenvolvidos. Será possível?