O Decanato de Pesquisa e Pós-graduação, da Universidade de Brasília (UnB), lança o edital do Programa de Iniciação Científica nas Ações Afirmativas. Os interessados devem se inscrever entre 28 de setembro e 2 de outubro.
educação
22/09/2009
Inscrições abertas para PIC nas ações afirmativas
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04/09/2009
UnB oferece curso de cinema negro
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Curso Cinema Negro – Decanato de Extensão e o Núcleo de Promoção da Igualdade Racial oferecem o curso “Cinema negro: a função educativa do cinema e a identidade”. O curso de extensão discute as produções de cinema que tratam sobre o negro no Brasil e no mundo, além das implicações teóricas e representacionais.
São oferecidas 15 vagas abertas a toda comunidade com direito a certificado de extensão.
As inscrições vão de 8 a 11 de setembro e o curso tem carga horária de 60 horas. As aulas serão ministradas no Centro de Convivência Negra, ao lado da Prefeitura do campus da Universidade de Brasília (UnB), toda sexta-feira das 14:00 às 18:00. Início do Curso 11 de setembro.
Para se inscrever basta comparecer no Núcleo de Promoção da Igualdade Racial – NPIR/DEX – 1º andar do Prédio da Reitoria.
Informações: NPIR/DEX – Telefone 3307-2610 ramal 24 – Contato com
Fabiana Paiva e Fabiana Antonia, ou pelo e-mail: igualdaderacial@unb.br.
02/09/2009
O raciocínio simplista de que não somos racistas
Posted by Bárbara Lobato under afrodescendentes, educação, meu país, pesquisa, sociedade | Tags: cotas, DEM, ipespe, negros, racismo, STF, UnB |Leave a Comment
O Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) realizou uma pesquisa de opinião com cerca de mil pessoas sobre a destinação de cotas para as universidades públicas. Toda a discussão veio à tona quando o partido Democratas (DEM), ex-PFL, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão de cotas raciais na Universidade de Brasília (UnB).
A pesquisa aponta que “75% dos brasileiros preferem que as cotas nas universidades federais sejam destinadas a alunos pobres que estudaram em escolas públicas, contra 11% que preferem a cota racial”, segundo reportagem de O Globo online desta quarta-feira (2).
Esses dados, reproduzidos como estão, geram argumentos falaciosos e reproduzidos em raciocínio simplista. A proposta do DEM é deixar bem claro que, no Brasil, não há racismo. Ou pior: excluir, das cadeiras acadêmicas públicas, os negros.
Antes de formar uma opinião simplista a respeito do assunto é importante destacar que o governo Lula, em janeiro de 2005, implantou o Programa Universidade Para Todos (ProUni). Entre os vários questionamentos que rondavam o Programa, destaca-se a argumentação de que não era possível mensurar ao certo qual seria o resultado do desempenho dos alunos egressos do ensino médio da rede pública, favorecidos por bolsas integrais ou parciais, frequentando cursos de graduação em instituições privadas do ensino superior.
Quatro anos depois, a resposta: desde a implantação do ProUni já foram distribuídas mais de 500 mil bolsas de estudo. Não há dados do governo federal em relação ao impacto do ProUni nas universidades privadas, mas sabe-se que o estudante não pode repetir nem perder matéria, sob pena de ter a bolsa cancelada.
Então, por que a concessão de cotas para universidades públicas “irrita” tanto? Será que é porque a maioria dos alunos dessas instituições públicas têm os estacionamentos lotados, em grande maioria, por carros novos; ou porque a maioria dos alunos das universidades públicas estudaram em escolas particulares; ou porque boa parte desses estudantes são de classe média ou média alta?
Eu apóio, sem restrições, as cotas para negros: primeiro, o Brasil tem uma dívida histórica com os quatro milhões de negros escravizados no Brasil, entre os séculos XVI e XIX , e seus descendentes. Há contra os negros brasileiros um preconceito social, econômico, político e estético. Realmente, isso nunca foi superado. O sistema de cotas foi a primeira ação do Estado a enfrentar, de fato, essa situação. Por isso incomoda tanto.
Em segundo, e não por último: a defesa de quem é a favor unicamente de cotas sociais e não étnicas, vê, num futuro próximo, um palanque eleitoral enorme. Os defensores das cotas para os pobres – e nesta condição pode-se burlar o sistema –, ganharão novo cenário na política eleitoreira.
De acordo com a pesquisa do Ipespe, 84% dos entrevistados não tomaram conhecimento da ação do DEM em relação às cotas na UnB. Após serem informados sobre o teor da proposta, 54% disseram apoiá-la.
A propósito, o Ipespe é coordenado pelo cientista político Antonio Lavareda, que presta consultoria ao DEM.
27/02/2009
Treinamento gratuito em Direitos Humanos para jornalistas
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Já estão abertas as inscrições para o 12º curso on-line de Desenvolvimento Humano e Educação para Jornalistas. Realizado pela Abraji em parceria com o IAS (Instituto Ayrton Senna), o treinamento é gratuito e terá início em 13 de março.
Para participar do curso, é necessário que os alunos tenham acesso a um computador conectado à internet, com Excel instalado e softwares necessários à visualização de arquivos PDF e PowerPoint (há softwares gratuitos para visualização desses documentos).
As inscrições para 12º curso on-line de Desenvolvimento Humano e Educação para Jornalistas vão até o dia 9 de março, segunda-feira, às 23h59.
Para saber mais, clique aqui.