A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aprovou na quarta-feira (8) a possibilidade de comunidades rurais, indígenas e quilombolas, reconhecidas pelo poder público, administrarem rádios comunitárias.

A medida está prevista no substitutivo da relatora, deputada Luiza Erundina (PSB-SP), ao Projeto de Lei 2490/07, do deputado Eduardo Valverde (PT-RO), que originalmente estende esse direito apenas às comunidades indígenas.

“Abrangemos não apenas as áreas indígenas e quilombolas – a maioria delas pertencentes à zona rural -, mas também comunidades que carecem de maior presença do Poder Público e de maior dinamismo econômico, como são as áreas rurais no País”, argumentou Erundina.

Associações ou fundações
O texto aprovado determina que essas comunidades se organizem em associações ou fundações, como requisito para explorar o serviço de radiodifusão comunitária.

Tanto Valverde como Erundina haviam entendido que essa exigência – prevista na legislação atual para o interessado em explorar o serviço – excluem comunidades rurais.

Os parlamentares da comissão, no entanto, afirmaram que a isenção pretendida pelo autor e pela relatora poderia tornar o processo mais lento, uma vez que o Ministério das Comunicações poderia pedir a constituição de associação para conceder a frequência.

Tramitação
O projeto, que tem caráter conclusivo, já havia sido aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias. A matéria segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

Vi a matéria em destaque na tarde desta sexta-feira (13), no Observatório do Direito à Comunicação, sobre a refirmulação das diretrizes curriculares no curso de jornalismo.

Para conduzir este processo, foi instituída, em 12 de fevereiro, uma Comissão de Especialistas formada por oito pesquisadores e presidida pelo professor José Marques de Melo (Universidade Metodista de São Paulo). Integram ainda a Comissão Alfredo Vizeu (UFPE), indicado pelo Fórum Nacional de Professores de Jornalismo; Eduardo Meditch (UFSC), pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ); e Luiz Gonzaga Motta (UNB), pela Sociedade Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo (SBPjor).

Além dos integrantes indicados pelas entidades, participam também do órgão os professores Sérgio Mattos (UFBA), Sônia Virgínia Moreira (UERJ) e Manuel Carlos Chaparro (USP), além da representante do Canal Futura Lúcia Maria Araújo.

A Comissão terá 180 dias para produzir um relatório, a ser entregue ao Conselho Nacional de Educação (CNE). O Conselho irá avaliar e deliberar sobre a proposta. Para subsidiar o documento final da Comissão, foi aberta uma consulta pública. As contribuições devem ser enviadas até o dia 30 março, por meio do endereço eletrônico consulta.jornalismo@mec.gov.brabrangendo duas questões principais: o perfil desejável do profissional do jornalismo e as competências a serem adquiridas durante a graduação.

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A matéria na íntegra pode ser conferida aqui.

Ainda volto a escrever neste fim de semana a respeito do assunto.

Inté!

Jornalismo em crise?

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