A Universidade de Brasília (UnB) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) abriram processo seletivo destinado a estudantes indígenas.

Para o 1º semestre de 2010, são oferecidas 10 vagas nos cursos de Agronomia, Enfermagem e Obstetrícia, Engenharia Florestal, Medicina e Nutrição. A prova objetiva e a redação serão realizadas em 16 de janeiro nas cidades de Barra do Corda (MA), Barra do Garças (MT), Ji-Paraná (RO), Redenção (PA) e Brasília (DF).

As inscrições podem ser feitas até 9 de dezembro. A ficha de requerimento e a lista de documentos e comprovantes de origem estão no endereço eletrônico www.cespe.unb.br/vestibular/conveniofunai_unb2010.

>Informações pelo telefone: 3448 0100.

Acontece de 30 de novembro a 2 de dezembro o Panorama Quilombola: Experiências e Políticas em educação, terra e cultura.

O objetivo deste seminário é abrir mais um espaço público de discussão sobre o tema, baseado em uma proposta interdisciplinar e plural. Serão reunidas  experiências e reflexões da academia, da atuação militante e dos gestores públicos sobre três dos campos temáticos mais importantes para a atual conjuntura quilombola: a regularização fundiária, a proteção, incentivo ou patrimonialização da cultura e a educação nas áreas quilombolas, seja ela escolar ou não escolar, de corte comunitário e tradicional ou associada aos projetos de desenvolvimento local.

Para saber a programação completa, clique aqui.

 

Estudantes são orbigados a andar até 12 km por dia para frequentar escola.

Clique aqui e leia mais.

Relatório divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância
(Unicef) alerta que, embora a educação no Brasil tenha melhorado, a
situação de alguns grupos ainda é vulnerável “quando se trata do
pleno exercício do direito de aprender”.

Crianças e adolescentes indígenas, quilombolas, com deficiência ou que
vivem no campo são as que enfrentam mais dificuldade para ter acesso à
educação, segundo mostra o relatório Situação da Infância e da
Adolescência Brasileira 2009 – O Direito de Aprender.

Segundo o Unicef, dados do Censo Escolar 2007 mostraram a dificuldade de
progressão nos estudos das crianças com deficiências. “Enquanto 70,8%
cursam o ensino fundamental, apenas 2,5% estão no ensino médio”.

O estudo destaca entretanto que houve um importante aumento de 597% no
ingresso desses alunos em classes comuns do ensino regular entre 1998 e
2007.

Entre os indígenas e quilombolas, a principal deficiência é a
infraestrutura inadequada das escolas e a baixa qualidade do ensino
oferecido. No caso dos quilombolas, o Unicef destaca que as escolas estão
frequentemente distantes das casas dos alunos e os professores em sua
maioria não têm a formação adequada para atuar em sala de aula.

Segundo o Unicef, nos últimos anos esses grupos tornaram-se “foco de
políticas públicas específicas e de ações desenvolvidas por diferentes
organizações da sociedade civil”. Com isso, houve melhora nos
indicadores educacionais. Entre 2002 e 2007, o número de estudantes
indígenas cresceu 50%, chegando a 176 mil. A pesquisa revela também que
há evolução da oferta educacional nas comunidades quilombolas. De 2005
para 2006, o número de escolas localizadas em áreas remanescentes de
quilombos cresceu 94%. Mas em 2007, verificou-se uma pequena redução de
cerca de 30 unidades.

No campo, a Unicef aponta grande dificuldade de acesso de professores e
alunos às escolas em função das deficiências do transporte escolar.
“Além disso, muitos currículos estão desvinculados da realidades, das
necessidades, dos valores e dos interesses dos estudantes, o que impede que
o aprendizado se transforme em instrumento para o desenvolvimento do meio
rural”, cita o relatório.

Como consequência desse descolamento da escola com o meio rural
verifica-se um baixo nível de instrução e de acesso à educação. “A
escolaridade média da população de 15 anos ou mais que vive na zona
rural corresponde a quase metade do índice da população urbana”,
ressalta o estudo.

FONTE: http://www.educacionista.org.br

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